Lembranças….

 

Adriana, ou a Dri, foi minha maior amiga de infância. Nos conhecemos na 4ª série e estudamos juntos até o 3º ano do segundo grau, quando seguimos caminhos diferentes, mudamos 3 vezes de colégio – e sempre juntos.

Adriana no primário era do grupo popular do colégio – já que reunia um requisito essencial nessa época – beleza – e ainda era uma ótima jogadora de vôlei – já eu fazia parte da turma nerd e excluída da sala – os invisíveis . Essa fase da vida é bastante cruel quando você não se enquadra no padrão da criança bonita e boa nos esportes (eu era péssimo – detestava educação física).

Minha turma era de uns 4 garotos, todos magrinhos e pequenos, mas nem tudo estava perdido, já que um deles era filho de milionário, adorava repetir que na casa dele existiam 18 suítes – eu que não era bobo, nem nada, adorava passar o final de semana na casa dele – era uma delícia e desde essa época já curtia uma mordomia.

Mas hoje estou aqui para falar da Adriana. Ontem foi aniversário dela, 2 de junho, nunca esqueci, mas esse ano perdi o telefone e como ela não usa e-mail, não tive como dar os parabéns. Hoje ela está casada, grávida do segundo filho e 3 meses atrás saímos com a turma de primeiro grau para um happy hour – foi uma delícia, porque éramos uma grande família, já que o colégio era pequeno.

A maioria conserva sua fisionomia básica – todos com 31 anos em média – mas lembrar dos professores, das histórias, dramas, é tudo bem engraçado. Quando terminamos o primeiro grau, fomos todos para Salvador – o que alimenta ainda mais as conversas.

Eu lembro que meu sonho era ser titular do time de vôlei, pois eles treinavam às segundas e quartas no turno da noite e todos os populares estavam lá;

mas como era péssimo na coisa, treinava às terças e quintas, e mesmo assim, ainda era reserva – nessa época, conheci a Ceci, prima da Adriana e ficamos amigos.

Estávamos sempre os três – na escola e fora dela – leia-se aqueles show de música baiana mega cafona, passeios no shopping e cinema – além das tardes comendo pão de queijo, assistindo Barrados no Baile e dando risadas (risadas não, gargalhadas), todos tinham apelidos e às vezes ficávamos passando trote em gente do colégio.

Tudo muito bom. Não existia computador, celular – nada disso. Cecília acabou casando com o menino mais popular do colégio, já tem uma filha – e está sempre em contato comigo (ela sempre me passa trote no dia do meu aniversário, eu sempre caio – é batata).

Essa fase é muito boa e estou muito feliz em estar com eles novamente – parece que foi ontem, mas todos ali se conhecem a pelo menos 22 anos.

Pois ontem, sonhei com a Adriana, dei um abraço forte nela pelo aniversário e demos a mesma gargalhada boa daquela época. Foi surreal.

Ou melhor, bem real.

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Um pensamento sobre “Lembranças….

  1. olá Ricardo, conheci seu blog através do da Paulinha. Como tava dando uma cheretada por aqui, vi que gosta e entende de cinema, queria te perguntar se vc chegou a ver e o que achou de desejo e perigo. Sai do cinema desapontada, pensava ser melhor e é muito cansativo! bjo e prazer =) Cá

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