Final de semana

hiroshima

Final de semana corrido. Na sexta não fui trabalhar, devido a um funeral na família. Filho de uma prima da minha mãe faleceu super jovem, 38 anos, devido a um enfarto – assim do nada. E nem cardíaco ele era. Eu não tinha muito contato, via muito pouco, mas era uma pessoa tão simpática, easy going, que realmente foi uma pena – partir assim tão cedo.

A morte é algo muito louco, né? Por mais religioso que você seja, certeza certeza ninguém sabe para onde iremos – e nunca a data exata. Dá um certo frio na barriga e tem o apego, a gente nunca quer se separar das pessoas que amamos. Como dizia o Truffaut: “a gente quer sempre o definitivo, mas a vida te ensina o provisório….”

Quando acontece fatos assim, eu paro e penso na minha vida, temos que viver intensamente (seja lá o que isso for), mas estressar menos, brigar menos, amar mais, valorizar quem está do seu lado, dar mais atenção para a mãe (eu dou), ter mais prazer no dia a dia, enfim….muita coisa passa pela nossa cabeça.

Eu gosto muito de filmes que retratam a morte, como “O sétimo selo” do Bergman, “O Tempo que resta” (do François Ozon), Em Paris do Honoré, as maluquices do Woody Allen..entre outros vários. Pensar na morte, reflete (pelo menos para mim) em repensar a vida.

O tema não é dos melhores, mas fugir do tema é uma grande bobagem.

P.S. A foto é do filme: Hiroshima, meu amor, do Resnais.

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