Paris, te amo!

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Eu sempre falo aqui que a forma mais completa de conhecer a cultura de um país é por intermédio do cinema, que guarda para si a parte visual do processo. Ali os filmes são falados na língua local, com atores locais, carregam uma bagagem cultural bem típica do país (uma particularidade bem interessante). Por meio de um filme a gente viaja longe, conhece cidades, lugares e aprende.

Já peguei minha mãe comentando após uma determinada cena de algum filme sobre a frieza dos franceses ou sobre o humor sarcástico dos ingleses. Apesar de achar que o ser humano tem sua essência muito parecida é comum estas reações tão distintas.

Já transitei entre o cinema asiático, israelense, palestino, americano, europeu (que muda conforme a posição geográfica) e latino americano. Ainda não me apaixonei e nunca entendi muito bem o cinema brasileiro e juro que não foi por falta de tentativas.

Recentemente assisti Benjamin, baseado no livro homônimo do Chico Buarque e achei de uma chatice sem limites e olha que eu adoro o Chico (cantando). Nunca li nada dele também não – e cá entre nós, nem pretendo.

Tenho uma amiga que está de malas prontas para Paris pela primeira vez; fiz com ela uma lavagem cerebral sobre a França. Emprestei todos os meus filmes a respeito (aos poucos, para não assustar) – e finalizei nosso estudo com uma série de curtas, que estão em Paris, te amo!

O filme, em si, traz um ou outro curta que me agradou. A maioria, confesso, me entediou um pouco. Vi 2 vezes e apenas a história com a Maggie Gylenhall (minha cunhada – aliás, um aparte – já observaram com calma essa atriz? Se não, deveriam, ela é genial) me impressionou – onde ela interpreta uma atriz viciada em heroína.

O filme foi rodado em todos os 20 arrondissements – já que cada área de Paris tem sua particularidade). Pensando assim, foi interessante. Mas o resultado final foi confuso.

Paris, na minha opinião, é o lugar mais incrível que já pisei. E desde a primeira vez soube que amaria aquela cidade para o resto da vida. É clichê, eu sei, mas não estou com nem um pingo de medo de parecer óbvio.

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Um pensamento sobre “Paris, te amo!

  1. Mas por que não pretende ler os livros do Chico, Ricardo?
    Realmente o filme Benjamin é um saco; e o livro, dos cinco que eu li dele, é o pior.
    Também tive sérias desconfianças antes de ler e insistir nas leituras. Pensava “o cara é músico, não escritor”, sem lembrar que ele é um dos maiores letristas da música brasileira. Os poemas que ele escreve, feitos para música, são incríveis, cheias de palavras combinadas, ironias disfarçadas, rimas inteligentes… Então por que duvidar da habilidade dele de escrever livros?
    Budapeste é um dos melhores de literatura que eu já li, entre modernos, antigos, brasileiros e estrangeiros, mesmo.
    E agora estou lendo Leite Derramado, lançado esse ano. Ainda estou no começo, mas já deu para sentir que é bom.
    Espero que tu tente!
    Hasta.

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