Comédia da vida privada

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Fazer um filme por ano é uma tarefa bem complicada – e de certa forma intrigante, ainda mais quando quem dirige, escreve o roteiro e em cert0s casos chega a atuar no próprio filme – Woody Allen é um deles – e seus últimos filmes, apesar de fugir um pouco do estilo que o consagrou, tiveram um resultado bem interessante.

Muita gente acha que Match Point é o que mais foge a regra de seus filmes, mas recentemente assisti “Crimes e Pecados” e o argumento é bem parecido (mas como foi ele que fez – tá valendo).

Li hoje na Folha que vem filme novo do Allen em breve. Já estreou no Festival de Tribeca em NY. E marca um retorno de Allen a Manhattan (seus últimos filmes foram rodados na Europa).

O roteiro parece que estava engavetado a 30 anos. E pelo pouco que eu li, vem coisa boa pela frente. Uma comédia. E na minha opinião, o diretor faz comédia como ninguém (não sou adepto de pastelão – sou uma pessoa que adora rir, mas sou difícil). E adoro quando o diretor atua em seus filmes, mesmo ele representando ele mesmo (sempre neurótico, sempre depressivo, sempre se autodepreciando, sempre hipocondríaco).

Allen pode ser uma pessoa complicada, arredia, do contra, mas fico abismado com seu talento e inteligência, os diálogos de seus filmes são cheios de sarcasmo e de crítica a sociedade moderna (principalmente a novaiorquina – que claro é bem diferente do resto dos Estados Unidos). Em seus filmes ele critica tudo (adoro quando ele fala mal de Los Angeles).

Sempre me divirto. Em seus últimos longas, ele conseguiu transferir toda sua neurose para Scarlett Johanssen, sua atual musa; nunca pensei que ela tivesse dom para a comédia e contrariando minhas amigas que já me falaram que ela é sempre a mesma coisa, eu discordo (inveja de mulher é foda), acho ela, simplesmente genial. Divertidíssima.

Basta assistir “Scoop” (foto), onde ela interpreta uma jornalista policial atrás de um furo de reportagem, ou Vicky Cristina Barcelona, já comentado aqui no blog.

Scoop é um dos filmes mais despretenciosos de Allen; não vá esperando muita coisa, mas é de fato, bem inteligente, com Londres como cenário, foco na burguesia inglesa e um toque ácido do diretor, que está impagável na pele de um mágico pra lá de decadente.

Vale a pena.

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Um pensamento sobre “Comédia da vida privada

  1. Nossa, quantos posts! Legal, o blog está ficando super atuante e nem dá pra comentar tudo de uma vez…
    Também adoro Woody Allen, estava morrendo de rir aqui com uma piada formidável do Desconstruindo Harry (e que infelizmente não posso colocar aqui porque é impublicável). Ele é genial, ao contrário de tanto carão dando sopa por aí.
    Um bom fds e bom descanso, eu vou me jogar nos figurinos, porque é o que tem pra hoje.
    Abraço.

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