Brown Bunny

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Ganhei o filme Brown Bunny, do diretor (?) Vincent Gallo, o mesmo de Buffalo 66, de aniversário no ano passado.

Bom, Vincent Gallo é uma figura novaiorquina bem conhecida, já foi stripper, modelo, ator, músico e diretor (tenho uma certa implicância com pessoas multi-uso – tirando o Woody Allen -já tinha assistido um pedaço do filme (a histórica cena de sexo oral que a Chloè Sevigny faz em Gallo, que além de dirigir, é protagonista do longa). A cena foi real, ela fez mesmo.

O filme, na época, foi humilhado em Cannes pela imprensa especializada, o que deixou o diretor em depressão por bons anos – já que o orçamento do filme foi alto – cerca de 10 milhões de U$ – mas apesar de tudo isso, o filme virou cult.

Ontem parei para assistir – o filme é parado – beeeeem parado, silencioso e cá entre nós – não vi arte nenhuma ali não. E olha que sou do contra, normalmente eu sempre vou contra a maré.

Adoro a Chloè Sevigny, acho ela uma atriz fantástica – com escolhas ótimas – já fez filmes com o Lars Von Trier (Dogville e Manderlay), com Woody Allen (Melinda e Melinda), além do clássico Psicopata Americano. Se não me engano, seu primeiro filme foi Kid’s. Ela também é musa do underground, acho que a maior representante do cool de NY.

Mas achei um certo exagero da atriz, ao comentar o filme, segundo ela, ele deveria ser apresentado em museus – já que é “ártche”. O conceito de arte é meio dúbio, né? Demoro a entender muita coisa e quando vi aquele mictório do Marcel Duchamp no Museu Pompidou em Paris, precisei entrar na internet depois para ler sobre a importância da tal obra.

Mas cá entre nós, achei o filme um lixo. Mas a cena é quente e Chloè é corajosa mesmo, já que quase colocou sua carreira ladeira abaixo.

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Um pensamento sobre “Brown Bunny

  1. Amigo,

    Você não entendeu ‘A fonte’ de Duchamps, e escreve dizendo que não achou arte no filme de Gallo. Me parece que você está mais preocupado com círculo social dos realizadores do filme do que com ele mesmo… Brown Bunny não é fácil, é sim, parado. Não sei se cinema é arte, mas quando chega perto de ser faz algo como Brown Bunny. Ou será que Gallo precisava ter colocado o fantasma da mulher dele em cada plano pra todo mundo entender, e esvaziar o filme?

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