O tempo que resta

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Esse final de semana assisti pela terceira vez um filme que me chamou muita atenção. Chama-se O Tempo que Resta do diretor francês François Ozon (o mesmo de Swimmingpool, 8 Mulheres, Amor em 5 Tempos e Angel).

Muita gente não gostou do filme, mas ele me tocou profundamente, talvez pelo tema – a morte. Que nesse caso é personagem principal do longa.

A história gira em torno de Romain (Melvil Poupaud), um famoso fotógrafo de moda de 31 anos, que se descobre vítima de um câncer já em estágio avançado – ali não adianta quimioterapia ou qualquer outro tipo de tratamento – o tempo que lhe resta…segundo uma estimativa dos médicos é de 3 meses.

Daí, começa o filme – que poderia ter caído para o lado piegas, sentimental – mas ao contrário, nos faz pensar em como levamos as nossas vidas e como andam as nossas relações com as pessoas.

Romain é um jovem bastante agressivo, arrogante e egoísta, opta por não contar a ninguém sobre sua doença – apenas para sua avó (Jeanne Moreau), pelo simples fato, dela compartilhar do mesmo mal, a proximidade com a morte (já que é uma mulher de idade, apesar de saudável).

O ator incorpora todo o sofrimento, se recolhe em seu apartamento e fica completamente só, perdido, distante. Com momentos agoniantes de desespero.

Um encontro casual num restaurante, porém, muda sua forma de pensar em relação à vida, à continuidade.

Um filme forte, com analogias incríveis (mostra um arranjo de flores, ganhado da avó, morrer dia a dia, até secar completamente – assim como o ser humano, que morre um pouquinho a cada dia).

O filme não é nenhuma obra-prima, mas tem um cuidado na direção e na fotografia fascinante. Na minha opinião é o melhor filme de Ozon.

O ser humano tem essa de achar que é imortal e um belo dia tem que se deparar com a morte. Daí a necessidade de enxergar para dentro de si o rumo que sua vida o está levando – porque chega uma hora ela nos leva.

Interessante o filme. E visto pela terceira vez, consegui enxergar várias mensagens, que a priore pode até parecer macabra, mas não, faz refletir, pensar e aceitar a morte como parte da vida, aliás, essa nos é a única certeza.

Completa o elenco, Valéria Bruni (de Amor em 5 Tempos).

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