A Outra – Woody Allen

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A Outra (Another Woman), filme de Woody Allen, como eu falei aqui – merecia (e promessa cumprida) um post para chamar de seu – um dos filmes mais carregados e intimistas do diretor.

Essa fase do Allen, conforme já mencionei, respresenta sua maior influência adquirida do sueco Ingmar Bergman, que é uma espécie de Deus para o diretor americano (e para cinéfilos em geral).

Achei uma crítica na internet interessante sobre esse filme – e acho que não conseguiria me expressar tão bem como o trecho abaixo:

“Os passos mortos daquela mulher solitária e insegura, que praticamente virou as costas para a sociedade – e, consequentemente, para a vida – ao perceber que o silêncio no qual se refugiava era simplesmente o grito de desespero que guardava bem ao fundo de sua garganta, enosado, incômodo e impotente.
Talvez não exista nada mais cruel do que o momento em que a personagem de Mia Farrow descreve a protagonista para seu psiquiatra, enquanto ela, interpretada de forma indescritível por Gena Rowlands, engole tudo como se bebesse em uma só tragada uma taça cheia de vinho fermentado a ponto de ser considerado vinagre (Daniel Dalpizzolo)”.
Faço das palavras do crítico, as minhas em relação a esse filme – essa cena com a Mia Farrow é um soco no estômago – o medo da verdade sobre nós é algo que evitamos ao máximo – melhor fingir, enganarnos sobre nossas fraquezas e inseguranças do que tratá-las.
Temos um medo (eu tenho) de escutar sobre a gente. Daí, a dor de fazer uma terapia. Filmes assim, me faz refletir sobre a minha própria vida, sobre os caminhos a serem seguidos (e também mudados).
Vale a dica. Filme singelo, simples, mas com uma carga emocional atrelada bem significante.
 
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Um pensamento sobre “A Outra – Woody Allen

  1. Você respondeu ao meu comentário e eu achei muito gentil da sua parte. É verdade! Obrigado.

    Ainda não tive a oportunidade de ver o filme acima citado, mas vontade já não me falta. Você veio fazendo o teaser dele desde os outros posts e agora fez essa descrição maravilhosa. Mas realmente a crítica por você encontrada não teria nem como ser trocada. Foi bem escrita. E se o filme for mesmo tudo isso, prometo que volto pra dizer o que achei, mesmo que – desde já – eu já acredite que será incrível.

    Também vejo muita diversidade na sua vida, Ricardo. Advogado, cinéfilo e crítico nato. Além de ter casos com os quais deve se preocupar muito, pode assistir a filmes e conversar com as pessoas sobre eles. Não é bem melhor do que aqueles advogados que só sabem falar de processos, delitos e técnicas forenses? Bem melhor! Hahahaha.

    Abraços!

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