Conversando com Woody Allen

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Sou um ser movido à paixão. Tenho as minhas fases. Ultimamente essa tem nome, Woody Allen. Revi alguns de seus filmes, prestei bastante atenção nos diálogos e depois li um livro inteiro só de entrevistas com o diretor, onde pude entender mais a dinâmica da sua obra, que é brilhante.

Muita gente tem um certo preconceito com Woody Allen, talvez por parecer intelectual demais, prepotente e um tanto pretencioso.

Sua linguagem é universal – mas um tanto burguesa, a maioria de seus filmes se passa no Upper East Side, Hamptons, Holland Park e entre os temas abordados, estão a psicanálise,  artes plásticas, filosofia, música clássica, cinema, teatro, literatura, física quântica. Se você prestar bastante atenção, perceberá a quantidade de citações em seus filmes, o que gera (pelo menos em mim) uma grande curiosidade sobre os temas.

Comece a perceber isso nos filmes em geral (o livro que os personagens estão lendo, as peças que eles vão assistir, a música, etc). Fiz isso com os filmes do diretor francês Christophe Honoré, foi ótimo, pois em 3 de seus filmes, ele cita o escritor J.D. Salinger – achei curioso – comprei e li os dois – na verdade a história tinha uma certa inspiração, fazia parte do contexto da vida dos personagens.

Estudo roteiro de cinema (como hobby, diga-se) e nas aulas estudamos a fundo os personagens que criamos – o que eles gostam, o que lêem, o que estudaram, hobbies, traumas, …), daí a complexidade do assunto.

Voltando ao diretor, não há dúvida da sua genialidade. Final de semana passado assisti dois de seus filmes, tidos como os mais profundos de sua carreira, Interiores e A Outra. Os dois merecem um post cada um – prometo que farei. Esses filmes são da fase Bergman, na qual, a psicanálise é o pano de fundo na construção – e ação dos personagens.

Para completar a overdose de Allen, passei hoje na Fnac e não resisti, comprei um livro de crônicas do diretor, chamado “Fora de Órbita”. Onde mistura toques de alta cultura com doses de absurdo, reviravoltas espetaculares embriagadas por sua própria inventividade linguistica. Oferece o mesmo encanto que acompanha o autor desde o início de sua carreira.

Depois que eu ler, comento aqui. Mas segue a dica: Interiores e A Outra. Dois filmes geniais.

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2 pensamentos sobre “Conversando com Woody Allen

  1. Não vou fingir que não vejo. Mas também não serei demagogo, no mais recente sentido da expressão, ao dizer que você seria um excelente comentarista e crítico do cinema. Ou, por um acaso, já é? Estou fascinado.

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