O poder do cinema

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Desde pequeno sempre gostei de cinema – mas não sei de onde veio essa influência.
Mas lembro de uma reunião na casa da minha tia, onde parte da família e amigos se reuniram para assistir “Je Vous Salue Marie”, polêmico filme do cineasta francês Jean-Luc Godard, eu tinha exatos 10 anos e o nome do filme e do diretor ficaram na minha cabeça. Minha mãe me proibiu de ver o filme no dia (claro) – já que a temática não tinha nada de infantil, mas enfim, depois eu mentia para todos os adultos que eu tinha assistido ao filme – pretencioso desde moleque.
 
Durante a faculdade de engenharia assistia apenas aos blockbusters, os mais comerciais possíveis, nem sabia – e nem ligava para o cinema arte. Passava batido. Ao voltar à Brasília, tive uma leve depressão, e busquei refúgio – e de certa forma – cura na 7ªarte – já hoje não consigo mais imaginar a minha vida sem o cinema, mas foi a partir daí, comecei a estudar os diversos cineastas e a frequentar festivais, ler a respeito, pesquisar. Nasceu essa paixão, que não foi nada passageira, transformando logo logo em amor.
 
Não tenho um cineasta preferido, gosto de vários, uns mais, outros menos, mas destaco Woody Allen, Pedro Almodóvar, François Truffaut, Jean-Luc Godard, Ingmar Bergman, Lars Von Trier, Christophe Honoré, Cédric Klapish, Ang Lee, François Ozon, Won Kar Wai, Michel Haneke, Gus Van Sant, Jean-Pierre Jeunet. Mas todos tem seus momentos. Tenho uma certa predileção pelo cinema francês – o acho mais consistente que os demais (apesar dos filmes britânicos serem impecáveis – vá sem medo, quando o filme for inglês).
 
O cinema é a forma mais barata – e rápida de se aprender sobre algo. É uma forma de viagem, viagem a um país, a uma cultura distante (adoro cinema asiático). Serve para abrir nossa cabeça para os mais diversos assuntos, quebra tabus, ensina, discute, além de ser uma diversão.
 
O Fabuloso Destino de Amélie Poulain e Tudo Sobre Minha Mãe sei os diálogos de cor, e basta uma (ou duas) doses de vodka para eu imitar os personagens das películas (o papo entre Huma Rojo e Agrado na porta do elevador em Tudo Sobre Minha Mãe é um dos melhores já criados). Aliás, sou viciado em diáologos, Almodóvar é mestre, Woody Allen com toda sua loucura é outro. Fico bobo com o talento desses dois nos argumentos apresentados. Copio, decoro e saio repetindo.
 
Os atores claro, tem um papel essencial, afinal, são eles que dão vida às falas criadas; me emociono quando há uma entrega visceral aos diretores (Emily Watson como Bess em Lars Von Trier é de arrepiar), Betty Davis em All About Eve é outra, que virou referência no mundo da arte.
 
Cinema é coisa séria. E por isso, tenho o maior respeito. Não encaro Hollywood como um representante dessa arte. Ali é consumo e manipulação das massas. A verdadeira essência do cinema não é a que eles mostram.
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Um pensamento sobre “O poder do cinema

  1. Oi Ricardo ^^
    taí, um dia chego a esse ponto por enquantosó conheço alguns filmes do Jean Pierre Jeneut (de teor histórico por sinal) e alguma coisa do Woody Allen, mas devo confessar que não gosto tanto dele, mas enfim sou praticamente semi-analfabeta no assunto.
    BJOKS.
    Petitinha.

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