Milk – A Voz da Igualdade

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Ontem fui ao cinema com a minha amiga (e marida) Patrícia assistir “Quem quer ficar milionário?”, mas chegamos atrasados e resolvemos assistir “Milk – Voz da Igualdade”, que rendeu Oscar de melhor ator a Sean Penn, além de outras indicações (inclusive para o diretor Gus Van Sant). Não ligo muito para o Oscar, aliás, acho uma premiação muito das vagabundas (com o perdão da palavra). Mas enfim, sempre surge a curiosidade. E cinéfilo que sou, fui lá conferir.

O filme é realmente brilhante, fala da vida do primeiro ativista político de São Francisco, Harvey Milk, que foi brutalmente assassinado em 1978. Milk foi responsável pela primeira lei pró-gay, pró-minorias na verdade. E levou milhares de pessoas para as ruas e iniciou os debates sobre os homossexuais na sociedade norte-americana. O bacana do filme é justamente mostrar que não há mal nenhum em ser gay e que o tema deveria ser tratado com naturalidade.

O louco é que mesmo depois de muitos anos, o preconceito ainda existe, as pessoas se escondem nos armários, ainda se sentem pouco a vontade em falar sobre isso no trabalho, com a família. Por mais que a novela das 8 aborde o assunto, ele ainda é tabu na maioria das casas. Não se fala muito nisso. Mas também não se fala mal, já que não está na moda ser politicamente incorreto. Os gays então acabam formando a chamada “choice family” e se afastando dos familiares pelo simples fato de ser diferente.

Filmes assim ajudam a mudar o mundo, a cabeça das pessoas (achei bacana terem pegado leve nas cenas de sexo), assim ao contrário de chocar, traz um assunto em voga para que as pessoas reflitam e comecem a respeitar a liberdade individual e o direito de escolha.

O Brasil ainda está muito atrasado no que diz respeito aos direitos dos homossexuais. O mundo inteiro já olha com um certo respeito por essa considerável parcela da população, mas aqui nada. E ainda há muito preconceito, mas se as pessoas continuarem se escondendo, a coisa não vai andar nunca.
 
Não tenho a menor vergonha de ser gay, muito pelo contrário, sou super feliz com a maneira que eu sou. Mesmo! Não tenho problema algum com isso. Se as pessoas se afastam de você por algo assim, é porque na verdade o problema (o preconceito) está com elas – e que se tratem.
Eu vivo da maneira mais natural possível, ando de mãos dadas, demonstro carinho em público (dentro de um certo limite, claro) e hajo como qualquer casal de namorados, falo sobre o assunto. E nem aí! Nem aí mesmo. E não faço para chocar (Viva Leila Diniz), mas se ninguém começa, nada muda.


Sejam corajosos. Saiam do armário. Vão ver como a sua vida vai mudar para melhor.

Ser o o que você é, sem a menor vergonha do que vê no espelho é o caminho ideal para uma vida tranquila.

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2 pensamentos sobre “Milk – A Voz da Igualdade

  1. Muito legal seu texto, tb assisti ao filme final de semana passado e postei minha considerações no meu blog.
    As pessoas tem que ser verdadeiras com elas e com os outros, que bom que vc teve a coragem de assumir, pois fico imaginando tantas outras pessoas que ficam ai tentando manter uma aparência por medo da familia, ambiente de trabalho, claro que imagino o tanto de preconceito que se passa no dia a dia, e o outro tanto de sapos que ficam engasgados, mas o importante mesmo é ser vc mesmo e levar a vida do jeito que escolher. Só a sim talvez um dia as pessoas comecem a perceber que cada um é como é, aceitar a opção de cada um.
    Todos tem o direito de ser feliz.
    Espero que no futuro próximo possamos realmente ter mais igualdade seja em relação a homosexuais quanto a raças.
    Um grande beijo e é isso ai que todos tenham a coragem de assumir sua sexualidade e ser feliz.

  2. Entendo você acho mesmo que isso tem que ser moastrado com leveza e naturalidade porque é natural, não entendo como as pessoas se sentem no direito de julgar as outras e condená-las a se reprimirem para não se sentirem deslocadas, admiro sua coragem em assumir porque tenho muitos amigos gays que se reprimem para não serem execrados por suas próprias famílias, mas também outros que tiveram sua coragem e que vivem felizes mesmo com todo o preconceito que encontram pela vida. Meu namorado se dá bem com todos os meus amigos gays sem se incomodar com isso (o que me faz ser mais apaxonada por ele), minha irmã que veio morar comigo há pouco tempo já está mais aberta a isso também, acredito que as pessoas precisam aprender a conviver com e a respeitar as diferenças.
    Mas, também tenho umas histórias chatas como os pais de alguns amigos homossexuais que quando me conheceram viram em mim “a salvação” para seus filhos e que depois passaram a me ver como uma má influencia por apoiar as escolhas deles. Enfim essa é uma luta que tem que ser vivenciada dia a dia, e as pessoas tem que aprender a ver e gostar do outro pelo que é e não apesar de e creio que isso vale para qualquer tipo de relação social.
    BJOKS.

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