A festa de Babette

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A Mônica, uma grande amiga e cinéfila como este que escreve me pediu que escrevesse um post sobre o filme “A Festa de Babette”, como o pedido dela é sempre uma ordem, dei uma olhada nos meus arquivos de críticas e resolvi falar um pouco, já que a película é uma das mais belas já produzidas. O filme é lindo lindo.

Eu e Mônica temos um gosto bastante parecido em matéria de cinema. Raramente discordamos, mas como toda unanimidade é burra (e discordar é ótimo) tem alguns filmes que eu amo e não entendo como ela não gosta (principalmente Trem da Vida, né!!!). Mas morremos de rir com isso.

Bom, o que interessa então é falar um pouco sobre esse filme que levou o Oscar de melhor filme estrangeiro em 1988. É um filme facílimo de encontrar – e para os amantes da alta gastronomia – eu diria essencial.

A história gira em torno de uma mulher francesa refugiada da guerra civil na França que se recolhe como criada na casa de duas senhoras protestantes numa pequena cidade no interior da Dinamarca (a Martina e a Philippa).

Quatorze anos depois, essa mesma criada (Babette) ganha na loteria e ao invés de voltar ao seu país natal, resolve gastar toda a fortuna em um único jantar para o pessoal da vila.

Como o prazer ali é palavra proibida, por conta da religião ultra conservadora, a cada prato, as pessoas questionam alguns instintos que são inerentes ao ser humano. As comidas e bebidas são fantásticas, de outro mundo mesmo.

Basicamente ali se fala de amor, fé, sacrifício e, naturalmente, o prazer do alimento.

Os cenários e as locações são exuberantes.  A atriz francesa, Stéphane Audran interpreta com perfeição a misteriosa e tímida Babette.   
 
O filme é repleto de simbolismos cristãos.  O banquete em memória do pastor é uma alusão clara à “Última Ceia” e, por extensão, à liturgia cristã. 

Para o mesmo, sentam-se à mesa doze pessoas, representando os doze apóstolos.  Babette é claramente uma imagem de Cristo: pobre, ela chega misteriosamente a uma pequena comunidade, trabalha como criada e, no final, presenteia a todos com um rico banquete.  
 
 

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2 pensamentos sobre “A festa de Babette

  1. Este filme é UM dos melhores, inesquecíveis e tocantes que já vi.
    Sabe aquele sentimento “sacro” da partilha do pão? Aquele sentimento de almoço de domingo em família que vc sente quando você não tem mais?
    Impressionante como esse filme desperta a reflexão do que o “ritual da refeição” nos faz sentir!

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