Christophe Honoré, o diretor nouvelle vague

christophe20honore

Já ouviram em Christophe Honoré? Se não, está passando da hora de conhecer o trabalho desse jovem diretor, nascido na Bretanha e que está fazendo o maior sucesso na nova cena do cinema francês.

Antes de partir para detrás das câmeras, trabalhava como crítico de cinema na cultuada revista “Cahiers du Cinéma”, seu estilo lembra bastante a nouvelle vague (leia-se Godard e Truffaut). Apesar de muitos críticos torcerem o nariz para ele, na minha opinião é puro dispeito. A estética de seus filmes, como a fotografia, texto e trilha sonora beira a perfeição.

Abusado que só, trata tabus em seus filmes e muitas vezes é incompreendido até pelo público. Um de seus filmes mais controversos foi Ma Mère (Minha mãe), com a fantástica Isabelle Huppert e Louis Garrel (esse, ator fetixe do diretor). A película tratava de uma relação incestuosa entre mãe e filho, mostrava o mundo da pornografia, do sexo sujo e sem limites. Baseado no polêmico escritor francês Georges Bataille, não chegou nas telas do Brasil e foi bombardeado pela crítica francesa. Consegui comprar o filme na Fnac de Paris. O filme é chocante, tem cenas fortíssimas, mas muito interessante. Louis Garrel no papel de filho foi bastante corajoso.

Os filmes seguintes de Honoré trataram de amor e depressão. O genial Dan Paris (Em Paris) gira em torno de dois irmãos, Paul e Jonathan, que têm personalidades completamente diferentes. Enquanto o primeiro é depressivo e introvertido, o segundo é mulherengo e safo. A relação dos dois começa a mudar depois que Paul rompe com a mulher e volta para casa, mais precisamente para o quarto de Jonathan, de onde se recusa a sair. No elenco, Louis Garrel novamente e o brilhante Romain Duris (de Bonecas Russas e Molière). O filme tem um momento lindo lindo, onde os personagens de Joana Preiss e Romain Duris cantam a música “Avant la Heine”. Fácil de encontrar nas locadoras e de fato, imperdível. Todo mundo se identifica com um dos personagens, afinal, quem nunca sofreu por amor?

Canções de Amor é um delicioso musical, com Clotilde Hesme, Louis Garrel (olha ele de novo aí gente), Ludivine Seigner e Chiara Mastroianni. Já comentei o filme aqui no blog (aliás, foi o meu primeiro post).

A próxima empreitada de Honoré já estreou na França, chama-se La Belle Personne, com Louis Garrel novamente no papel principal.

Louis Garrel representa hoje o que Jean Pierre Léud representou para François Truffaut no passado. Aliás, acho o máximo isso.

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