Ricardocohen’s Blog

Manual do cinema francês – resumo

Junho 15, 2009 · 4 Comentários

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Costumo brincar que a melhor forma de conhecer a cultura de um país é por meio do cinema. Vou fazer um resumão para os mais interessados no assunto.

Filmes cults

*Acossado – Jean Luc Godard

* Os incompreendidos – François Truffaut

*Hiroshima, meu amor – Alain Resnais

* A professora de piano – Michael Haneke (*eu sei que ele é austríaco, mas o filme é falado em francês com atores franceses e um dos melhores já vistos, triplamente premiado em Cannes – filme, ator e atriz em 2001)

* Trilogia das Cores (Kieslowski)

* Amantes Constantes – Philippe Garrel

* Jules e Jim – François Truffaut

Filmes do Truffaut

* O último metrô

* A mulher do lado

* A noite americana (ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro de 1973)

Filmes românticos

* O fabuloso destino de Amélie Poulain – esse acho que é o filme mais popular da França nos últimos anos, mesmo quem não gosta, já ouviu falar).

* Um lugar na platéia (filme sobre a parte Droite de Paris, que compreende a Avenue Montagne, a área mais burguesa de Paris).

* Bonecas Russas – Cédric Klapish

* Albergue Espanhol – Cédric Klapish

* Beije quem você quiser – comédia de costumes com Carole Bouquet e Charlotte Rampling. Genial. Não é tão fácil de encontrar, mas um filme delicioso, leve.

* Amar custa caro (Hors de Prix) – filme com a talentosa Audrey Tatou.

Claude Chabrol (Estou devendo um post somente sobre esse brilhante diretor, que tem como musa a atriz Isabelle Huppert, ele é mestre em filmes noir, com uma estética policial, de suspense, com um charme típico francês, atenção na trilha sonora sempre feita pelo filho, aliás, a família inteira é do cinema, ele é da época do Truffaut e da nouvelle vague)

* La Cérémonie

* A Teia de Chocolate

* Dama de Honra

* Comédia do Poder

* Madame Bovary

François Ozon

* Swimming pool (já falei no blog – procure)

* 5x 2 – Amor em cinco tempos

* O tempo que resta (já falei no blog – procure)

* Angel (já falei no blog – procure)

* 8 Mulheres

Christophe Honoré

* Canções de Amor (já falei no blog – procure)

* A Bela Junie (já falei no blog – procure)

* Em Paris (já falei no blog – procure)

* Ma Mère (já falei no blog – procure)

Atrizes incríveis

* Jeanne Moreau – uma das maiores atrizes da França. Fez Jules e Jim de Truffaut e se consagrou. Até hoje faz filmes, com a mesma vitalidade e presença em cena.

* Catherine Deneuve – a eterna Belle de Jour. Trabalhou com os melhores diretores da época (Truffaut, Manoel de Oliveira, Buñel, etc).

* Isabelle Huppert (musa de Chabrol e a melhor atriz da França, a mais respeitada)

* Chiara Mastroianni (musa de Honoré, filha da diva Catherine Deneuve e de Marcello Mastroianni, uma das melhores atrizes da atualidade, já trabalhou com Manoel de Oliveira e outros grandes diretores)

* Audrey Tatou (musa de Jean Pierre Jeunet e a eterna Amélie, em breve é Chanel nas telas do cinema)

* Emanuelle Béart (linda, talentosa e engajada – já foi até presa por conta da política a favor dos imigrantes na França).

* Fanny Ardant (fez Callas Forever), mas uma de suas melhores performances foi em A Mulher do Lado, de François Truffaut.

* Ludivigne Seigner (musa de Ozon, uma das grandes atrizes francesas da atualidade, sempre requisitada por diretores de sucesso, como Claude Chabrol, François Ozon e Christophe Honoré).

* Joana Preiss (musa de Honoré e figura do underground parisiense, musa da fotógrafa Nan Goldin, foi também modelo da Chanel, cantora, ícone fashion…

* Juliette Binoche (uma das atrizes mais versáteis na França, circula bem por Hollywood, mas não tem critério na hora de escolher um filme$$)

* Charlotte Gainsbourg (filha do cantor Serge Gainsbourg com Jane Birkin, ainda é modelo, cantora, ícone fashion na França, etc..)

* Loui Doillon (filha de Jane Birkin com o diretor Jacques Doillon, estilista, modelo, ícone fashion, e volta e meia faz um filme, talentosa…)

* Valéria Bruni-Tedeschi (musa de Ozon, irmã da primeira-dama Carla Bruni e namorada de Louis Garrel)

* Clotilde Hesme (musa de Honoré e uma das novas promessas do cinema jovem francês)

* Cécile de France (fez Albergue Espanhol, Bonecas Russas e Um Lugar na Platéia)

* Vahina Giocante (o nome é um tanto dúbio, mas ela é considerada a nova Brigitte Bardot, sensual, ousada, seus filmes são sempre polêmicos).

* Julie Delpy (fez Before Sunset, After Sunrise e recentemente Dois dias em Paris, mas gosto dela em A igualdade é Branca, filme da trilogia das cores do polonês Kieslowiski). Linda e talentosa, hoje encara o trabalho por trás das câmeras também.

* Brigitte Bardot (dispensa apresentações)

* Jane Birkin (dispensa apresentações)

* Léa Seydoux (dizem ser a nova Anna Karina, musa de Godard nos anos 60, Léa fez o último filme de Honoré, A Bela Junie)

* Dani (adoro o nome artístico dessa atriz, apenas Dani, sem sobrenome, nem nada)

* Sandrine Bonnard (uma das grandes atrizes francesas, fez La Cérémoine de Chabrol ao lado da sempre brilhante Isabelle Huppert).

* Anna Mouglalis (participou de A Teia de Chocolate, de Chabrol)

* Clémence Poesy – ficou famosa depois de participar do filme Harry Potter, ícone fashion na França.

* Marion Cotillard – vencedora do Oscar por Piaf.

* Sophie Marceau – uma das atrizes mais populares da França.

Atores incríveis

* Gérard Dépardieu (dispensa apresentações)

* Louis Garrel (dispensa apresentações)

* Romain Duris (muso de Cédric Klapish)

* Daniel Auteuil (dispensa apresentações)

* Melvil Poupaud, de O Tempo que resta de François Ozon.

* Benôit Magimel (de A professora de piano e Dama de Honra, muso de Chabrol)

* Gaspard Ulliel (novinho, é paixão das adolescentes da França, participou de filmes como Beije quem você quiser, Paris, te amo! entre outros.

* Jéan Pierre Léaud (alter-ego de Truffaut)

* Jean Paul Belmondo (de Acossado)

Em geral, essa turma faz bonito – atenção nos atores e diretores na hora de escolher um filme. Destaquei esses – mas acredito que esqueci de alguns!

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Dica de leitura

Junho 15, 2009 · 1 Comentário

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Ontem comecei a ler “O prazer dos olhos” -Escritos sobre cinema – de François Truffaut – Jorge Zahar Editor.

O livro é dividido em vários escritos – dos mais incríveis – fala sobre o cinema em geral, na visão de Truffaut, além de relatos sobre os atores que trabalharam em seus filmes (como Jean-Pierre Léaud, Catherine Deneuve, Fanny Ardant, Isabelle Adjani, entre tantos outros).

Truffaut escrevia tão bem quanto filmava. O livro só ficou pronto após o prematuro falecimento do diretor, em 1984, aos 53 anos – partiu jovem, como a maioria dos gênios – mas deixou para sempre obras e obras-primas do cinema.

Um dos capítulos fala sobre sua forte amizade com o ator Jean-Pierre Léaud – que começou a fazer filmes com Truffaut aos 14 anos de idade (em Os Incompreendidos) – marco da nouvelle vague, a relação de amizade entre os dois permaneceu por toda vida e as parcerias foram várias – Antoine Doinel (personagem de Léaud) era o alter-ego do diretor – tanto na infância quanto na idade adulta, já que o personagem durou cerca de 20 anos (em 5 filmes – Os incompreendidos, Antoine e Colette, Beijos perdidos, Domicílio Conjugal e Amor em Fuga).

Todos brilhantes – recomendo alugar todos eles e assistir em sequência (como fazemos com as séries norte-americanas).

Não tem como não se identificar e se apaixonar por Antoine Doinel (algo como Louis Garrel dos anos 60). Aliás a comparação entre os dois é notícia na França e deixa Louis Garrel todo orgulhoso da analogia – já Léaud não se pronuncia à respeito (ciúme? pode ser).

Truffaut é um diretor brilhante, daqueles que nos faz emocionar, rir, refletir, no livro ele se queixa de deixar seus filmes muito tristes, melancólicos – já que tem muito dele ali – mas o fato é que o talento ali é imenso e admirável.

Eu adoro Truffaut. E estou adorando o livro.

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Propriedade Privada

Junho 15, 2009 · Deixe um comentário

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O terceiro filme foi Propriedade Privada, de Joaquim Lafosse, com Isabelle Huppert e os irmãos belgas Jérémie e Yannick Renier.

O filme aposta no drama familiar de Pascalle (Isabelle) que vive com seus filhos gêmeos em uma grande casa nos arredores de Paris. Pascalle, cansada de tudo, resolve vender a propriedade da família para abrir uma pousada longe dali, distante dos filhos – altamente imaturos.

Com a decisão praticamente tomada – os filhos surtam e começa a grande briga. Na verdade o título do filme tem duplo sentido – a casa e a mãe como propriedade privada dos filhos.

Isabelle Huppert, como sempre, extraordinária em cena. Fico impressionado como ela se entrega aos papéis que interpreta – ótima – sem dúvida a melhor atriz francesa.

Jérémie Rénier (*ator fetixe dos irmãos Dardenne) também faz bonito em cena, excelente ator. O filme em si é interessantíssimo, bem francês, bem focado nas relações familiares. O final do filme, bastante surpreendente também.

Super recomendo.

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Tudo ou nada

Junho 15, 2009 · 1 Comentário

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O segundo filme que assisti foi Tudo ou Nada (All or nothing) do diretor inglês Mike Leigh.

Esse diretor é o mesmo do ótimo Segredos e Mentiras (Secrets and Lies) e do recente Simplesmente Feliz (Happy-Good lucky), ambos comentados aqui no blog.

Mike Leigh tem me impressionado bastante – não é um diretor qualquer – seus filmes, apesar de simples, tem uma carga emocional muito forte – são filmes pesados, de certa forma – e vão fundo nas relações humanas – ele acaba por tratar um mal que atinge milhões de pessoas no mundo, a solidão.

Nesse filme em especial, ele mostra o dia-a-dia de um condomínio numa área pobre no sul de Londres. Retrata três famílias e seus dilemas. o filme é meio depressivo, silencioso em muitas partes, agressivo em outras, mas extremamente sensível.

O interessante é que tudo ali é muito real. Famílias que convivem entre si e não se conhecem. O silêncio entre os familiares, as relações distantes, o casamento que já acabou a anos, o não diálogo, a falta de vida, o tédio. Tudo isso está ali retratado de uma maneira pesada – assisti o filme em etapas.

Achei brilhante – uma fotografia bem inglesa e atores ótimos – aliás, sensacionais. Muito real. Recomendo.

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Uma das atrizes do filme.

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O diretor Mike Leigh com os atores do filme em Cannes.

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Angel, de François Ozon

Junho 15, 2009 · 1 Comentário

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Final de semana repleto de filmes bons – todos em casa – então vamos aos comentários.

Assisti Angel, de François Ozon – um cineasta francês que gosto bastante – ele não é lá muito bem visto pelos franceses, que o consideram homoerótico demais (leia-se filme para gays), mas com Angel, o diretor mostrou maturidade para calar os críticos – filme extremamente bem dirigido, protagonista forte e ainda o charme da sempre boa Charlotte Rampling.

Charlotte aparece pouco no filme – mas sua presença em cena é tão forte – que me impressiona (acredito que só ela e Isabelle Huppert tem esse poder atualmente). Filme com elas pode ser uma droga (nunca é) – mas vale o ingresso só por observá-las.

Angel conta a história de uma garota sonhadora, que escreve livros desde pequena – sonha que um dia eles sejam editados por alguma grande editora – e isso acontece – ela, então, vira um grande sucesso – uma celebridade mesmo.

Tudo até se apaixonar por um pintor bon vivant – e mau caráter de certa forma – mudando sua vida por completo. O filme é inteligente e não tem como não se encantar pela personagem – determinada, forte e muito talentosa.

Angel vive um mundo de sonhos, mentirosa, cria uma realidade para se apegar – e assim controlar sua imensa inseguraça em relação a tudo.

Gostei bastante.

François Ozon é o mesmo diretor de 8 Mulheres, Swimming Pool, Sob à areia, 5×2 e O Tempo que resta.

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Documentário Fernando Bujones

Junho 12, 2009 · 1 Comentário

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Ontem tive o privilégio de assistir em primeira mão (já que ainda não chegou ao Brasil) o documentário sobre a vida do grande bailarino Fernando Bujones, considerado pela crítica especializada como um dos maiores dançarinos do século XX.

A sessão em si foi emocionante – já que Alejandra, filha de Fernando (e minha amiga) estava presente, e claro, foi a responsável pela exibição para alguns amigos, já que foi recém lançado no Festival de Cinema de Miami, e em breve no Festival de Cinema de Nova York e Toronto.

Achei o documentário extraordinário, sensível, tocante, já que uma vida inteira dedicada à arte é algo para se admirar, o talento nato, a fuga para os Estados Unidos da família de origem cubana, o início da carreira, a paixão pelo balé, a dedicação, os amores, os desafetos, as apresentações. Tá tudo lá documentado.

O filme conta com depoimentos emocionados dos alunos, amigos, mentores e da família. Fernando partiu cedo, vítima de câncer, mas algumas pessoas tem o dom de viver várias vidas em uma só – e deixa um legado importante para os que ficaram (a vida é uma incógnita mesmo), não adianta.

Fernando Bujones abriu caminho para os bailairinos da América brilharem no mundo, já que esse mercado é dominado pelos russos. Estudou na conceituada American Ballet Theatre de Nova York. Foi o primeiro bailairino americano convidado a dançar no balé da Ópera de Paris e no Bolshoi. Além de diversas apresentações mundo afora (em mais de 30 países), inclusive no Brasil.

Sua ligação com o país se deu após o casamento com Márcia Kubitschek, filha do Presidente JK. Da união, nasceu Alejandra, que apesar de ter nascido nos Estados Unidos veio cedo para o Brasil e hoje segue com diversos projetos para manter sempre viva a memória de seu pai.

Fico na torcida para que o documentário chegue logo ao grande público, pois histórias de vida assim, nos faz perceber o quanto surpreendente o ser humano pode ser.

Vamos aguardar!

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A alegria de Emma

Junho 10, 2009 · Deixe um comentário

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Lembram de um filme alemão que falei aqui – não assisti ainda – tá difícil de encontrar. Mas segue a sinopse – falaram tão bem para mim – quero muito ver!

Sinopse (por interfilmes):

Após receber a pior notícia de sua vida um homem desesperado decide fugir de tudo, rumo ao lugar mais bonito do mundo: o México. Quando ele acidentalmente aterriza na fazenda de Emma (Jördis Triebel), se dá conta de que a felicidade verdadeira pode estar logo após a próxima curva.

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Ah, essa correria

Junho 10, 2009 · 1 Comentário

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Essa semana tem sido bastante corrida para mim – por isso a ausência de muitos posts – eu sempre penso no que posso colocar aqui nos momentos mais inusitados – e já crio algumas frases na cabeça – mas ando mega sem tempo.

Muito trabalho – alguns livros para avançar, filmes para assistir, revistas, jornais – mas não ando conseguindo – e como agora sou uma pessoa saudável (leia-se academia 4 a 5 vezes na semana – meu tempo ficou ainda mais escasso).

Impressionante como uma atividade física muda a nossa rotina (para melhor, diga-se). Não que eu fosse uma pessoa sedentária, mas estava fora do peso ideal (barriga), mas com disciplina a gente muda tudo – parece papo de religioso querendo pegar novos hábitos – mas é a mais pura verdade.

Nessa de sair pouco, comer pouco (e corretamente), malhar e cortar doces (só posso 1 vez na semana), já tive tantas repostas, que só me motiva de continuar – não é fácil emagrecer e resistir a tantas delícias prontas – mas como tudo na vida exige um sacrifício – vamos que vamos!

Livros na cabeceira: Estou relendo A Princesa de Clèves e já estou na metade da autobiografia do bailarino Fernando Bujones. Também estou lendo “Happy Times“, a autobiografia da irmã da Jackie O, Caroline Lee Bouvier – chegou pela amazon lá em casa em poucos dias. Esse é uma viagem, me lembrou o da Diana Vreeland – aliás elas eram bem amigas.

Música: Tenho escutado muito Carla Bruni (deixem o preconceito de lado, ela tem uma voz ótima – ela não tem culpa de ser bonita) e tenho escutado The Virgins (do single Rich Girls).

Filmes: Assisti novamente Ma Mére – do Christophe Honoré – forte demais! Nossa. Ainda não captei muito do que o diretor quis passar – vamos aguardar!

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Fernando Bujones, uma biografia

Junho 9, 2009 · 2 Comentários

 

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Biografia Português – Fernando Bujones (www.fernandobujones.com)
1955 – 2005
 
Mundialmente Renomado Celebridade do Balé

Homenageado no Hall da Fama de Artistas do Estado da Flórida/ Diretor Artístico / Coreógrafo & Professor/Elogiado como um dos melhores dançarinos do século 20 e aclamado como o “O maior dançarino masculino Americano de sua geração”.

  • Nascido em Miami, Flórida, Bujones fez sua estréia profissional de dança em 1970 com o Andre Eglevsky Ballet Company, em Nova York.

 

  • Em 1972 ingressou na American Ballet Theatre, em Nova York.

 

  • Em 1973 ele se tornou um solista com a companhia e em 1974 ele foi promovido a bailarino principal, tornando-o mais jovem dançarino principal na história do American Ballet Theater e um dos mais jovens do mundo.

 

  • Em 24 de julho de 1974, Bujones subiu ao estrelato quando ele se tornou o primeiro bailarino Americano a ganhar a medalha de ouro na Sétima Competição Internacional de Ballet de Varna, Bulgária, considerada por muitos como as Olimpíadas de dança.

 

  • Competindo aos 19 anos, com idade para competir na categoria júnior e por escolha competindo na categoria sênior, ganhou a prestigiosa medalha de ouro e o diploma especial de “highest technical achievement.”

 

  • Em 1976, a convite de Márcia Kubitschek, filha do ex-presidente Juscelino Kubitschek, dançou pela primeira vez no Brasil no estádio do maracanãzinho para um público de 15,000 mil pessoas.

 

  • Em 1980, casou-se com Márcia Kubitschek em Nova Iorque.

 

  • Em 1983, nasce sua única filha, Alejandra Patrícia Kubitschek Bujones.

 

  • Ao longo de três décadas de carreira, Bujones apareceu como um artista convidado, em 33 países ao redor do mundo (que abrange todos os continentes) e em mais de 60 companhias de dança, incluindo as mais prestigiadas, tais como: American Ballet Theatre, The Royal Ballet, The Paris Opera, o Ballet de Stuttgart, Vienna State Opera, Bolshoi Ballet e muitos outros.

 

  • Ele foi o primeiro americano a ser convidado para dançar na Ópera de Paris. E no histórico momento da abertura política da União Soviética, ele foi o primeiro Americano a ser convidado para dançar no Kremlin em Moscou com Bolshoi Ballet. 

 

  • Como artista ele dançou extenso repertório clássico e contemporâneo e dançou com as bailarinas mais famosas do século 20, entre elas: Dame Margot Fonteyn, Natalia Makarova, Carla Fracci, Cynthia Gregory, Marcia Haydee, Antoinette Sibley, Gelsey Kirkland , Marianna Tcherkassky, e muitas outras.

 

  • Bujones foi homenageado com vários prêmios prestigiosos como: “The Outstanding Young Men Prêmio da América”, “The New York Times / Flórida prêmio”, “The Hispanic Heritage Award”, para citar apenas alguns e em 1982 ele tornou-se o mais jovem beneficiário do Dance Magazine Award, que afirma: “Fernando Bujones treinado como Premier Danseur, cuja exuberância e excelência técnica nos papéis que vão desde o clássico ao contemporâneo têm estimulado audiências ao redor do mundo com sua sensibilidade artística, beleza e alegria da dança.”

 

  • Em 1985, Bujones foi convidado para dançar na Casa Branca para o presidente dos Estados Unidos (Presidente Reagan)

 

  • 4 de Maio de 1991, ele recebeu uma “Proclamação do Governador do Estado de Massachusetts”,  homenageando-o por 20 anos de carreira durante a gala “Bravo Bujones” que comemorou “duas décadas de sua ilustre carreira”.

 

  • Em 2 de junho de 1995, o Sr. Bujones fez sua despedida com o American Ballet Theatre no Metropolitan Opera House de Nova Iorque e por 20 minutos, ele recebeu uma ovação em pé do público, juntamente com uma carta de felicitações do Presidente dos Estados Unidos (Presidente Clinton) citando a sua “vida de excelência artística”.

 

  • Em 1996, o Sr. Bujones foi convidado para ser o Coreógrafo do Departamento de Dança da Texas Christian University. Sr. Bujones que há muito tem sido associado com o carisma e energia que ele traz para o seu trabalho, continuou a servir Dança com sucesso em muitas maneiras. Em 1996,  ele foi convidado para ser o jurado Américano E.U.A. Paris VII Competição Internacional de Dança. Além disso, serviu como co-presidente e integrante do Comité Executivo da “Hispanic Heritage Awards” em Washington DC e tem sido um membro do Conselho Consultivo para várias prestigiadas Revistas de Dança.

 

  • Como coreógrafo ele montou muitos de seus balés em prestigiadas companhias de dança como: American Ballet Theatre, o Balé Nacional do Canadá, Boston Ballet, Ballet Atlanta, Tokyo Ballet, The Torino Opera Ballet, Companhia Nacional de Dança do México e outros. Ele é muito procurado como professor e treinador, com uma reputação internacional, tendo ensinado no Paris Opera (Ballet), Ópera de Munique (Ballet), A Ópera Torino (Ballet), A Opera Norueguês (Ballet), o Balé Nacional do Canadá, Boston Ballet, Atlanta Ballet, Companhia Nacional de Dança do México.

 

  • Em abril de 2000 o Sr. Bujones foi nomeado o diretor artístico do Balé Orlando (anteriormente conhecida como Southern Ballet Theatre) e sob a sua liderança dinâmica, a companhia floresceu e alcançou aclamação nacional. Bujones “mistura única de habilidades e de amplo conhecimento da forma de arte tem produzido um selo distintivo que foi elogiado publicamente e crítica.

 

  • Em 8 de março de 2002, Fernando Bujones recebeu a maior honra em sua carreira quando ele foi incluso pelo Secretária de Estado da Flórida, Katherine Harris na “Flórida Artistas Hall da Fama” proclamando-lhe um honra do Estado ao mais alto nível cultural e juntou-se a esses nomes luminares como Ernest Hemingway e Ray Charles.

 

  • Na apresentação da sua inclusão lê-se:
    “Uma lenda viva na Dança, o artista Fernando Bujones cujas realizações ao longo de quase três décadas e sua presença carismática cativou audiências em todo o mundo. Como Bailarino e Coreógrafo, Bujones aumentou a energia e o entusiasmo da Dança por causa de seus brilhantes movimentos.”

 

  • Em meados de 2001, Bujones começou a escrever a sua autobiografia em conjunto com a sua irmã e treinadora desde criança, Zeida Cecília Mendez. Após a sua repentina morte, Zeida em conjunto com a família e amigos completaram o livro de Fernando Bujones que está sendo lançada em Miami em conjunto com o documentário produzido pelo cineasta cubano, Israel Rodriguez. A primeira edição do livro, em inglês, está disponível em vendas pela internet e já existem editoras interessadas em traduzi-lo para o português e espanhol.

 

  • O lançamento do documentário – The Extraordinary Journey of Fernando Bujones – sobre Bujones no festival de cinema internacional de Miami foi um sucesso. No dia do lançamento no Tower Theater os produtores foram surpreendidos por um público duas vezes maior que o esperado e tiveram que dobrar o numero de assentos da sala do cinema. Em seguida o documentário será oficialmente exibido em Nova Iorque.

 

  • A repercussão sobre as obras homenageando o grande artista 3 anos após a sua morte está sendo fantástica e alcançando repercussão internacional não só entre artistas mas também entre um publico que pela primeira vez conhece e se apaixonam pela incrível jornada de Fernando Bujones.

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Callas

Junho 9, 2009 · Deixe um comentário

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Em seu único papel no cinema, a diva Maria Callas vive a feiticeira Medéia, que mata o próprio irmão para fugir com o amado, Jasão, que roubara o velocino de ouro. Anos mais tarde, Jasão a abandona, para se casar com a jovem e bela filha do Rei Creone. Indignada, Medéia planeja uma terrível vingança contra Jasão. Com belíssima fotografia de Ennio Guarnieri, Medéia é uma brilhante versão da tragédia grega de Eurípedes. Sem dúvida, um dos melhores trabalhos do polêmico diretor Pier Paolo Pasolini, o de O Evangelho Segundo São Mateus, Teorema, entre outros filmes memoráveis.

Assistam!!!

Callas foi uma figuraça – a maior cantora de ópera de todos os tempos, com uma voz impressionante (eu adoro) – quem quiser saber um pouco mais sobre a vida da cantora aluguem Callas Forever, com Fanny Ardant no papel principal (filme de Zefirelli).

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