
Como disse aqui a dias, estou terminando a Biografia íntima de Jacqueline Lee Bouvier Kennedy Onassis, escrita por C. David Heymann – primeiro lugar entre os best-sellers nos Estados Unidos da América – adoro uma biografia - já li várias – e esta em questão daria uma novela - na verdade, um novelão mexicano – com tanta intriga, tragédias, ciúmes, amores, amantes, brigas de poder.
No livro, Jackie é apontada como uma mulher fria, calculista e com um cofre no lugar do coração. Nunca deu um passo em falso, tudo era sempre premeditado. Consumista ao extremo, preocupada com a sua imagem, levava os responsáveis pelas finanças à loucura na Casa Branca. As infidelidades do marido, o então Presidente JFK (que ficou apenas 2 anos e 2 meses no cargo – não achei que fosse tão pouco tempo), a chateavam apenas no início do casamento, depois Jackie relaxou.
O que importava a ela era poder, dinheiro e status. Foi criada para se casar com homem com grana, treinada como cavalo de corrida.
Seu casamento com Onassis também é descrito de uma forma vil no livo. Jackie tinha um péssimo relacionamento com os enteados e mesmo com o marido, o qual consta, só queria mesmo o dinheiro. Saiu com 26 milhões de doletas do casamento, após a morte do marido. E conseguiu juntar em 6 anos de casamento o equivalente a 22 milhões, entre jóias e alguns bens.
Jackie era constantemente vigiada, uma foto sua valia uma grana preta, vivia cercada de luxo na Quinta Avenida, onde morava. Seus amigos incluiam a editora de moda da Vogue, Diana Vreeland, Andy Warhol, Truman Capote e outros personagens do internacional set.
Sua irmã Lee é um dos personagens do livro que mais aparece. Irmã mais nova de Jackie, ainda está viva até hoje. Era mais bonita, mas mesmo assim vivia à sua sombra. Interesseira, casou-se 4 vezes, sempre com milionários, foi atriz (uma das passagens do livro conta essa história – ela era péssima, a crítica massacrou essa tentativa frustrada, que foi incentivada por Capote, que tinha uma adoração por Lee). Mas o livro fala que a amizade entre as irmãs Bouvier era baseada em inveja e competição – mas eram, mesmo assim, inseparáveis – apesar das diversas brigas.
Lee namorou Onassis antes da irmã; mas como percebeu que o interesse por ela não a levaria no altar, tratou de passar o trono para a irmã famosa – muito famosa aliás- Jackie tinha um carisma e elegância absurdos – e no livro o crédito de todo esse estilo vem de Diana Vreeland, sua grande amiga e editora de moda da Vogue.
Jackie e Lee viviam viajando pelo mundo e gastando. Jackie enlouquecia Onassis com tantos gastos – era capaz de comprar de uma só vez 200 pares na Bergdorf – e vendê-los logo em seguida para um brechó – e abocanhar o dinheiro – fazia isso com vestidos de alta-costura, jóias e outras preciosidades. Não saíam da Saks, Henri Bendels e das grandes maisons.
Um outro personagem do livro – Christina Onassis – a pobre menina rica. Depressiva, em guerra constante com a balança, odiava Jackie – uma tinha pavor da outra – a fortuna de Onassis era da ordem de 1 bilhão de doletas e como era um personagem também, era capaz de gastar milhões em festas, jantares, passeios no Christina (o famoso iate de mais de 100 m de comprimento).
Os passeios no Christina e pelas ilhas gregas é um capítulo à parte – de impressionar. Fala-se muito de Maria Callas, paixão anterior de Onassis. Mas no livro fala que os dois continuaram amantes, mesmo no período do casamento de Jackie e Onassis.
O mais incrível é que a imagem de Jackie é meio intocável. Há algo nela que mexe com o imaginário das pessoas, e sempre com elogios e mais elogios. Ela mesma tinha uma frase pronta, quando questionada: “O primeiro casamento é por amor, o segundo por dinheiro e o terceiro por companhia“

Lee Bouvier, irmã de Jackie – inseparáveis, mas ao mesmo tempo competidoras entre si. Lee, sempre ficou em segundo plano. Casou-se quatro vezes, uma delas com o Príncipe Radziwill, com quem teve 2 filhos. Lee ainda é vida e até hoje é personagem de NY.

O armador Aristóteles Onassis, Ari como era chamado e Jackie

Christina Onassis – O livro traz Christina como uma menina um tanto revoltada, depressiva - era viciada em coca-cola (tomava cerca de 30 garrafas por dia), gastava os tubos também, mas ao mesmo tempo presenteava as amigas com jóias e roupas. Um dia estava em uma boate na Grécia com um colar de pérolas negras – uma amiga elogiou, ela então, tirou de seu pescoço e deu para a garota. O colar valia 20 mil dólares. Histórias como essa estão presentes no livro.

John Kennedy Jr. – anos e anos depois.

JFK e Caroline

Diana Vreeland, editora de moda da Vogue da época e muito amiga de Jackie.

O famoso Christina, protagonista de tantas e tantas histórias.
2 respostas Até agora ↓
Paulo Babboni // Junho 23, 2009 às 10:56 pm |
Nossa, que super-comment, com fotos e tudo!
Jackie era realmente um monstro sagrado (e claro, por trás de todo monstro sagrado, existe sempre um monstro, como bem lembrava Chanel a toda hora…)
Eu acho -sem querer fazer o advogado do diabo- que toda mulher da sociedade da Jackie na época -os 50’s- queria era ter um marido rico, elas eram criadas com esse desejo. Trabalhar era considerado de muito mau gosto, o que elas podiam fazer?
E o JF era foda, traçava até a babá dos filhos, tinha que ter saco, MUITO carão pra aguentar, concorda?… A fofa era criada cheia de ideiais românticos e virava aquilo…
A história do Onassis, pelo que eu sei, foi uma troca: o cara queria casar com a viúva-mor do planeta, queria abrir um caminho social que a riqueza nunca lhe deu, e isso tem seu preço, claro. Ele penou na mão da Jackie (dizem que dormia no quartinho da empregada no big apartamento de NY, deve ter no seu livro isso), mas o que foi gasto alucinadamente pela Jackie não passou de um grão de areia perto da visibilidade que Onassis conseguiu… O que são os 20 milhões do contrato de casamento perto da fortuna de bilhões que o outro tinha? Ele fez foi um bom negócio, isso sim. Abriu um espaço na mídia que nunca teria conseguido sem ela.
E o mais legal de tudo é que a tirana fez e fez e ainda foi enterrada ao lado do JF, não é isso? Moral é moral.
Não acho ela tão interesseira assim, acho um produto do tempo, e apesar desse tema “dinheiro” ser muito desagradável quando aliado à casamento, quem não faria o mesmo, que atire a primeira pedra.
Ufa, chega, Babbis.
Monica // Junho 25, 2009 às 5:40 pm |
Li a escrita por Barbara Leaming mas parece que esta que vc leu é mais completa. A ” minha” dá ênfase aos anos Kennedy. Fala também do quanto a mãe dela a pertubava, dizendo a ela inclusive que ela era feia e que nunca arranjaria um homem interessante.Parece que gostava mais da irmã dela. E fala também do último casamento com o escritor (?) este sim pareceu o mais afetuoso de todos!
bjs