Ricardocohen’s Blog

Dica de leitura

Junho 15, 2009 · 1 Comentário

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Ontem comecei a ler “O prazer dos olhos” -Escritos sobre cinema – de François Truffaut – Jorge Zahar Editor.

O livro é dividido em vários escritos – dos mais incríveis – fala sobre o cinema em geral, na visão de Truffaut, além de relatos sobre os atores que trabalharam em seus filmes (como Jean-Pierre Léaud, Catherine Deneuve, Fanny Ardant, Isabelle Adjani, entre tantos outros).

Truffaut escrevia tão bem quanto filmava. O livro só ficou pronto após o prematuro falecimento do diretor, em 1984, aos 53 anos – partiu jovem, como a maioria dos gênios – mas deixou para sempre obras e obras-primas do cinema.

Um dos capítulos fala sobre sua forte amizade com o ator Jean-Pierre Léaud – que começou a fazer filmes com Truffaut aos 14 anos de idade (em Os Incompreendidos) – marco da nouvelle vague, a relação de amizade entre os dois permaneceu por toda vida e as parcerias foram várias – Antoine Doinel (personagem de Léaud) era o alter-ego do diretor – tanto na infância quanto na idade adulta, já que o personagem durou cerca de 20 anos (em 5 filmes – Os incompreendidos, Antoine e Colette, Beijos perdidos, Domicílio Conjugal e Amor em Fuga).

Todos brilhantes – recomendo alugar todos eles e assistir em sequência (como fazemos com as séries norte-americanas).

Não tem como não se identificar e se apaixonar por Antoine Doinel (algo como Louis Garrel dos anos 60). Aliás a comparação entre os dois é notícia na França e deixa Louis Garrel todo orgulhoso da analogia – já Léaud não se pronuncia à respeito (ciúme? pode ser).

Truffaut é um diretor brilhante, daqueles que nos faz emocionar, rir, refletir, no livro ele se queixa de deixar seus filmes muito tristes, melancólicos – já que tem muito dele ali – mas o fato é que o talento ali é imenso e admirável.

Eu adoro Truffaut. E estou adorando o livro.

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1 resposta Até agora ↓

  • Cecília // Junho 18, 2009 às 3:27 pm | Responder

    Olá, Ricardo. Tudo bem? Sou a Cecília e trabalho na Edelman, que é a agência de comunicação da Jorge Zahar Editor. Que bom que está gostando do livro. Truffaut faz parte da história do cinema e foi um dos mais importantes representantes do cinema francês e da nouvelle vague.
    Um abraço!

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