
Ontem assisti com minha mãe dois filmes da saga de Antoine Doinel – Beijos Roubados e Domícilio Conjugal.
Já havia lido a filmografia completa de François Truffaut que saiu pela editora Tashen alguns anos atrás – e alguns filmes do diretor, mas nunca a saga de Doinel (que curiosamente foram seus maiores recordes de bilheteria na França).
O personagem Doinel surgiu no primeiro filme, Os Incompreendidos (Les 400 coups -1959), uma espécie de autobiografia da infância de Truffaut, com Jean-Pierre Léaud ainda criança.
Depois vieram Antoine & Colette (com Doinel aos 20 anos), Beijos Proibidos (1968 - Doinel recém saído do serviço militar), Domicílio Conjugal (Doinel já casado -1970) e Amor em Fuga (1979) – com Doinel já adulto – por volta dos 35 anos.
François Truffaut e Léaud foram amigos durante toda a vida. Os filmes são ótimos, inteligentes, leves, super recomendo – o diretor é mestre em mostrar o cotidiano, sem dar aquela cara de invasão de privacidade – fora o carisma de Doinel – meio atrapalhado, com oscilações de humor o tempo todo, anti-herói, mas aprendemos a perdoar todas suas pequenas imperfeições.
Fazia tempo que não me encantava tanto com um filme, que aparentemente pode parecer simples, mas que guarda uma enorme poesia.

Jéan-Pierre Léaud nos dias de hoje (o eterno “Antoine Doinel” de François Truffaut).
Os filmes são encantadores, tenho todos aqui. Adoraria ter vivido naquela Paris retratada em Beijos roubados. Truffaut filmou em meio as agitações estudantis de maio de 68.
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Concordo Ailton, tb gostaria muito ter vivido naquela Paris, e tb de uns anos antes
Ninguem melhor que ele retratou Paris tão bem!