Próximo filme: Entre irmãs
junho 24, 2009 · 3 Comentários

Li por alto à respeito desse filme, mas como sou uma pessoa bem intuitiva, sei que vem coisa boa por aí (acho que estréia nessa sexta – atentem)
Entre irmãs conta a história do relacionamento de duas irmãs, Juliette (Kristin Scott Thomas) e Léa (Elsa Zyberstein), quando um cenário não tão favorável se forma ao redor delas. Juliette ficou presa durante quinze anos. Durante esse tempo, Léa foi tratada como filha única pelos pais, e logo a existência da irmã foi aos poucos sendo esquecida.
Quando chega o dia de Juliette sair, porém, Léa vai buscá-la e a ajuda a se reintegrar à sociedade. Arruma um quarto para ela em sua casa e a estimula a procurar um emprego. Juliette se mantém calada na maioria das vezes, raramente sorri, algo bem natural quando se descobre o crime que ela cometeu.

Entre irmãs (Il y a Longtemps que je t’Aime, 2008), 117 min.
Direção: Philippe Claudel
Roteiro: Philippe Claudel
Com: Kristin Scott Thomas, Elsa Zylberstein, Serge Hazanavicius, Laurent Grévill, Frédéric Pierrot, Claire Johnston, Jean-Claude Arnaud
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Final de semana
junho 22, 2009 · 1 Comentário

Depois de algum tempo de sumiço – voltei – estava com 3 posts prontos, mas o wordpress deu problema e acabei perdendo o que havia escrito. Enfim, vamos que vamos!
Final de semana tranquilo – e em casa – aluguei alguns filmes, mas acabei não assistindo – fiquei por conta de uma nova série – Damages – com a sempre brilhante Glenn Close (a Alex de Atração Fatal) e li quase que a metade da biografia da Jackie O. (Uma mulher chamada Jackie – Biografia íntima escrita pelo David Heymann).
Falando na biografia – ele pega pesado com a ex-primeira-dama, no livro ela é retratada como uma mulher fria, calculista, com sede de poder, preocupadíssima com a imagem e consumista ao extremo.
Aliás, seu casamento com Onassis é mostrado de uma forma hilária – ele é meio um Santo no livro – mas estou adorando, ser retratado assim, a gente nunca sabe se é verdade – se exagero, mas leitura descompromissada e deliciosa.
O livro foi um dos mais vendidos nos Estados Unidos, o que prova que a gente adora uma fofoca. E biografia é uma maneira estranha de entrar na vida das pessoas – enfim – para quem é curioso – segue a dica.
Depois vou comentar Damages aqui – suspense jurídico incrível.
P.S. A foto é da sempre boa Isabelle Huppert – para começarmos bem a semana.
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Musa
junho 16, 2009 · 2 Comentários

Vahina Giocante, tida como a nova Brigitte Bardot – (sim, o nome é esse mesmo).
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Manual do cinema francês – resumo
junho 15, 2009 · 4 Comentários

Costumo brincar que a melhor forma de conhecer a cultura de um país é por meio do cinema. Vou fazer um resumão para os mais interessados no assunto.
Filmes cults
*Acossado – Jean Luc Godard
* Os incompreendidos – François Truffaut
*Hiroshima, meu amor – Alain Resnais
* A professora de piano – Michael Haneke (*eu sei que ele é austríaco, mas o filme é falado em francês com atores franceses e um dos melhores já vistos, triplamente premiado em Cannes – filme, ator e atriz em 2001)
* Trilogia das Cores (Kieslowski)
* Amantes Constantes – Philippe Garrel
* Jules e Jim – François Truffaut
Filmes do Truffaut
* O último metrô
* A mulher do lado
* A noite americana (ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro de 1973)
Filmes românticos
* O fabuloso destino de Amélie Poulain – esse acho que é o filme mais popular da França nos últimos anos, mesmo quem não gosta, já ouviu falar).
* Um lugar na platéia (filme sobre a parte Droite de Paris, que compreende a Avenue Montagne, a área mais burguesa de Paris).
* Bonecas Russas – Cédric Klapish
* Albergue Espanhol – Cédric Klapish
* Beije quem você quiser – comédia de costumes com Carole Bouquet e Charlotte Rampling. Genial. Não é tão fácil de encontrar, mas um filme delicioso, leve.
* Amar custa caro (Hors de Prix) – filme com a talentosa Audrey Tatou.
Claude Chabrol (Estou devendo um post somente sobre esse brilhante diretor, que tem como musa a atriz Isabelle Huppert, ele é mestre em filmes noir, com uma estética policial, de suspense, com um charme típico francês, atenção na trilha sonora sempre feita pelo filho, aliás, a família inteira é do cinema, ele é da época do Truffaut e da nouvelle vague)
* La Cérémonie
* A Teia de Chocolate
* Dama de Honra
* Comédia do Poder
* Madame Bovary
François Ozon
* Swimming pool (já falei no blog – procure)
* 5x 2 – Amor em cinco tempos
* O tempo que resta (já falei no blog – procure)
* Angel (já falei no blog – procure)
* 8 Mulheres
Christophe Honoré
* Canções de Amor (já falei no blog – procure)
* A Bela Junie (já falei no blog – procure)
* Em Paris (já falei no blog – procure)
* Ma Mère (já falei no blog – procure)
Atrizes incríveis
* Jeanne Moreau – uma das maiores atrizes da França. Fez Jules e Jim de Truffaut e se consagrou. Até hoje faz filmes, com a mesma vitalidade e presença em cena.
* Catherine Deneuve – a eterna Belle de Jour. Trabalhou com os melhores diretores da época (Truffaut, Manoel de Oliveira, Buñel, etc).
* Isabelle Huppert (musa de Chabrol e a melhor atriz da França, a mais respeitada)
* Chiara Mastroianni (musa de Honoré, filha da diva Catherine Deneuve e de Marcello Mastroianni, uma das melhores atrizes da atualidade, já trabalhou com Manoel de Oliveira e outros grandes diretores)
* Audrey Tatou (musa de Jean Pierre Jeunet e a eterna Amélie, em breve é Chanel nas telas do cinema)
* Emanuelle Béart (linda, talentosa e engajada – já foi até presa por conta da política a favor dos imigrantes na França).
* Fanny Ardant (fez Callas Forever), mas uma de suas melhores performances foi em A Mulher do Lado, de François Truffaut.
* Ludivigne Seigner (musa de Ozon, uma das grandes atrizes francesas da atualidade, sempre requisitada por diretores de sucesso, como Claude Chabrol, François Ozon e Christophe Honoré).
* Joana Preiss (musa de Honoré e figura do underground parisiense, musa da fotógrafa Nan Goldin, foi também modelo da Chanel, cantora, ícone fashion…
* Juliette Binoche (uma das atrizes mais versáteis na França, circula bem por Hollywood, mas não tem critério na hora de escolher um filme$$)
* Charlotte Gainsbourg (filha do cantor Serge Gainsbourg com Jane Birkin, ainda é modelo, cantora, ícone fashion na França, etc..)
* Loui Doillon (filha de Jane Birkin com o diretor Jacques Doillon, estilista, modelo, ícone fashion, e volta e meia faz um filme, talentosa…)
* Valéria Bruni-Tedeschi (musa de Ozon, irmã da primeira-dama Carla Bruni e namorada de Louis Garrel)
* Clotilde Hesme (musa de Honoré e uma das novas promessas do cinema jovem francês)
* Cécile de France (fez Albergue Espanhol, Bonecas Russas e Um Lugar na Platéia)
* Vahina Giocante (o nome é um tanto dúbio, mas ela é considerada a nova Brigitte Bardot, sensual, ousada, seus filmes são sempre polêmicos).
* Julie Delpy (fez Before Sunset, After Sunrise e recentemente Dois dias em Paris, mas gosto dela em A igualdade é Branca, filme da trilogia das cores do polonês Kieslowiski). Linda e talentosa, hoje encara o trabalho por trás das câmeras também.
* Brigitte Bardot (dispensa apresentações)
* Jane Birkin (dispensa apresentações)
* Léa Seydoux (dizem ser a nova Anna Karina, musa de Godard nos anos 60, Léa fez o último filme de Honoré, A Bela Junie)
* Dani (adoro o nome artístico dessa atriz, apenas Dani, sem sobrenome, nem nada)
* Sandrine Bonnard (uma das grandes atrizes francesas, fez La Cérémoine de Chabrol ao lado da sempre brilhante Isabelle Huppert).
* Anna Mouglalis (participou de A Teia de Chocolate, de Chabrol)
* Clémence Poesy – ficou famosa depois de participar do filme Harry Potter, ícone fashion na França.
* Marion Cotillard – vencedora do Oscar por Piaf.
* Sophie Marceau – uma das atrizes mais populares da França.
Atores incríveis
* Gérard Dépardieu (dispensa apresentações)
* Louis Garrel (dispensa apresentações)
* Romain Duris (muso de Cédric Klapish)
* Daniel Auteuil (dispensa apresentações)
* Melvil Poupaud, de O Tempo que resta de François Ozon.
* Benôit Magimel (de A professora de piano e Dama de Honra, muso de Chabrol)
* Gaspard Ulliel (novinho, é paixão das adolescentes da França, participou de filmes como Beije quem você quiser, Paris, te amo! entre outros.
* Jéan Pierre Léaud (alter-ego de Truffaut)
* Jean Paul Belmondo (de Acossado)
Em geral, essa turma faz bonito – atenção nos atores e diretores na hora de escolher um filme. Destaquei esses – mas acredito que esqueci de alguns!
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Dica de leitura
junho 15, 2009 · 1 Comentário

Ontem comecei a ler “O prazer dos olhos” -Escritos sobre cinema – de François Truffaut – Jorge Zahar Editor.
O livro é dividido em vários escritos – dos mais incríveis – fala sobre o cinema em geral, na visão de Truffaut, além de relatos sobre os atores que trabalharam em seus filmes (como Jean-Pierre Léaud, Catherine Deneuve, Fanny Ardant, Isabelle Adjani, entre tantos outros).
Truffaut escrevia tão bem quanto filmava. O livro só ficou pronto após o prematuro falecimento do diretor, em 1984, aos 53 anos – partiu jovem, como a maioria dos gênios – mas deixou para sempre obras e obras-primas do cinema.
Um dos capítulos fala sobre sua forte amizade com o ator Jean-Pierre Léaud – que começou a fazer filmes com Truffaut aos 14 anos de idade (em Os Incompreendidos) – marco da nouvelle vague, a relação de amizade entre os dois permaneceu por toda vida e as parcerias foram várias – Antoine Doinel (personagem de Léaud) era o alter-ego do diretor – tanto na infância quanto na idade adulta, já que o personagem durou cerca de 20 anos (em 5 filmes – Os incompreendidos, Antoine e Colette, Beijos perdidos, Domicílio Conjugal e Amor em Fuga).
Todos brilhantes – recomendo alugar todos eles e assistir em sequência (como fazemos com as séries norte-americanas).
Não tem como não se identificar e se apaixonar por Antoine Doinel (algo como Louis Garrel dos anos 60). Aliás a comparação entre os dois é notícia na França e deixa Louis Garrel todo orgulhoso da analogia – já Léaud não se pronuncia à respeito (ciúme? pode ser).
Truffaut é um diretor brilhante, daqueles que nos faz emocionar, rir, refletir, no livro ele se queixa de deixar seus filmes muito tristes, melancólicos – já que tem muito dele ali – mas o fato é que o talento ali é imenso e admirável.
Eu adoro Truffaut. E estou adorando o livro.
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Propriedade Privada
junho 15, 2009 · Deixe um comentário

O terceiro filme foi Propriedade Privada, de Joaquim Lafosse, com Isabelle Huppert e os irmãos belgas Jérémie e Yannick Renier.
O filme aposta no drama familiar de Pascalle (Isabelle) que vive com seus filhos gêmeos em uma grande casa nos arredores de Paris. Pascalle, cansada de tudo, resolve vender a propriedade da família para abrir uma pousada longe dali, distante dos filhos – altamente imaturos.
Com a decisão praticamente tomada – os filhos surtam e começa a grande briga. Na verdade o título do filme tem duplo sentido – a casa e a mãe como propriedade privada dos filhos.
Isabelle Huppert, como sempre, extraordinária em cena. Fico impressionado como ela se entrega aos papéis que interpreta – ótima – sem dúvida a melhor atriz francesa.
Jérémie Rénier (*ator fetixe dos irmãos Dardenne) também faz bonito em cena, excelente ator. O filme em si é interessantíssimo, bem francês, bem focado nas relações familiares. O final do filme, bastante surpreendente também.
Super recomendo.
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Tudo ou nada
junho 15, 2009 · 1 Comentário

O segundo filme que assisti foi Tudo ou Nada (All or nothing) do diretor inglês Mike Leigh.
Esse diretor é o mesmo do ótimo Segredos e Mentiras (Secrets and Lies) e do recente Simplesmente Feliz (Happy-Good lucky), ambos comentados aqui no blog.
Mike Leigh tem me impressionado bastante – não é um diretor qualquer – seus filmes, apesar de simples, tem uma carga emocional muito forte – são filmes pesados, de certa forma – e vão fundo nas relações humanas – ele acaba por tratar um mal que atinge milhões de pessoas no mundo, a solidão.
Nesse filme em especial, ele mostra o dia-a-dia de um condomínio numa área pobre no sul de Londres. Retrata três famílias e seus dilemas. o filme é meio depressivo, silencioso em muitas partes, agressivo em outras, mas extremamente sensível.
O interessante é que tudo ali é muito real. Famílias que convivem entre si e não se conhecem. O silêncio entre os familiares, as relações distantes, o casamento que já acabou a anos, o não diálogo, a falta de vida, o tédio. Tudo isso está ali retratado de uma maneira pesada – assisti o filme em etapas.
Achei brilhante – uma fotografia bem inglesa e atores ótimos – aliás, sensacionais. Muito real. Recomendo.

Uma das atrizes do filme.

O diretor Mike Leigh com os atores do filme em Cannes.
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Angel, de François Ozon
junho 15, 2009 · 1 Comentário

Final de semana repleto de filmes bons – todos em casa – então vamos aos comentários.
Assisti Angel, de François Ozon – um cineasta francês que gosto bastante – ele não é lá muito bem visto pelos franceses, que o consideram homoerótico demais (leia-se filme para gays), mas com Angel, o diretor mostrou maturidade para calar os críticos – filme extremamente bem dirigido, protagonista forte e ainda o charme da sempre boa Charlotte Rampling.
Charlotte aparece pouco no filme – mas sua presença em cena é tão forte – que me impressiona (acredito que só ela e Isabelle Huppert tem esse poder atualmente). Filme com elas pode ser uma droga (nunca é) – mas vale o ingresso só por observá-las.
Angel conta a história de uma garota sonhadora, que escreve livros desde pequena – sonha que um dia eles sejam editados por alguma grande editora – e isso acontece – ela, então, vira um grande sucesso – uma celebridade mesmo.
Tudo até se apaixonar por um pintor bon vivant – e mau caráter de certa forma – mudando sua vida por completo. O filme é inteligente e não tem como não se encantar pela personagem – determinada, forte e muito talentosa.
Angel vive um mundo de sonhos, mentirosa, cria uma realidade para se apegar – e assim controlar sua imensa inseguraça em relação a tudo.
Gostei bastante.
François Ozon é o mesmo diretor de 8 Mulheres, Swimming Pool, Sob à areia, 5×2 e O Tempo que resta.
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